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Analysis of Energy Integration and the Transboundary Superstructure in South America

Foto do escritor: Edgard Gonçalves Cardoso
Edgard Gonçalves Cardoso
28 de fev. de 2022
4 min de leitura

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA POLITÉCNICA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE ENERGIA E AUTOMAÇÃO ELÉTRICAS

PEA-5899 - INTEGRAÇÃO ENERGÉTICA – ANÁLISE SISTÊMICA AVANÇADA PARA AMÉRICA LATINA

EDGARD GONÇALVES CARDOSO

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Analysis of Energy Integration and the Transboundary Superstructure in South America

Miguel Edgar Morales Udaeta, Vinícius Oliveira da Silva, Luiz Claudio Ribeiro Galvão, Fernanda Neri de Souza

Resenha apresentada à Universidade de São Paulo como parte dos requisitos de avaliação da disciplina de Integração Energética – Análise Sistêmica Avançada para América Latina do curso de pós graduação stricto sensu em Energia, sob orientação do Profº. Dr. Miguel Edgar Morales Udaeta, e do Profº. MsC. Vinícius Oliveira da Silva.

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O artigo “Analysis of Energy Integration and the Transboundary Superstructure in South America” um trabalho que de revisão bibliográfica e da característica quantitativo, onde se busca fazer uma discussão sobre a Integração Energética na América do Sul e as dificuldades para implementar em manter uma superestrutura com essa.

Os levantamentos bibliográfico e histórico das relações bilaterais e os acordos regionais entre os países apresentam os principais agentes envolvidos (públicos e privados), os organismos supranacionais envolvidos, e as integrações existentes, implantadas e planejadas.

A respeito dos atores supranacionais envolvidos na integração da América do Sul, o artigo versa sobre a Comunidade Andina de Nações (CAN) - formado por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru -, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) - formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai; mais tarde, a ele aderiu a Venezuela, que no momento se encontra suspensa, a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) - conjugando as duas uniões aduaneiras regionais: o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Comunidade Andina (CAN), e a Associação Latino-Americana de Integração (LAIA). Existem algumas outras configurações que se assemelham a estrutura desses blocos, mas que não são consideradas no artigo devido, visto que o foco deste é apresentar somente aqueles que estão diretamente ligados a questão de integração energética.

Quanto aos agentes econômicos vinculados à integração latino-americana, o artigo descreve algumas ações de tais agentes que vão ao encontro da integração energética na América do Sul, destacando: Banco del Sur, Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Fundo de Financiamento para o Desenvolvimento da Bacia do Rio da Prata (FONPLATA) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Apesar de trazer uma contribuição muito relevante sobre o aspecto econômico desses agentes, penso que o artigo poderia apresentar qual a participação real desses agentes, em termos percentuais, nas iniciativas de integração energética e na fomentação de pesquisas na área.

Continuando a análise do trabalho, apresentam-se em seguida os atores envolvidos na integração energética da América Latina, tais como a Associação Regional de Empresas do Setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis na América Latina e no Caribe (ARPEL), a Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Organização Latino-Americana da Energia (OLADE), a Comissão de Integração Regional de Energia (CIER) e o Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (COSIPLAN) / Iniciativa para Integração de Infraestrutura na América do Sul (IIRSA). Os autores apresentam dados sobre a quantidade de projetos, investimento estimado, características do tipo de financiamento e tipos de projetos do setor energético. Uma contribuição muito interessante que certamente agregaria muito ao artigo seria apresentar dados de quais projetos realmente tiveram sucesso e quais não, de modo que isso apresentasse um fator de eficácia e de impacto de projetos.

Sobre a Integração elétrica na América do Sul, realizadas por interconexões físicas, essas permitem a troca de energia entre os sistemas elétricos interconectados através de usinas e linhas de transmissão. Na região do MERCOSUL as interconexões possuem grandes ligações elétricas com grandes usinas hidrelétricas binacionais, como Itaipu, Yacyreta e Salto Grande, apresentam operação constante e alta confiabilidade nas suas linhas de transmissão, viabilizando o comércio de energia entre as nações interconectadas. Em contrapartida, as interconexões da região andina possui grande instabilidade.

Diversos projetos de integração energética estão em andamento, destacando-se a interconexão elétrica Equador-Peru, a Interconexão elétrica Colômbia-Venezuela e a Interconexão elétrica Uruguai-Brasil. O artigo também apresenta projetos concluídos (interconexão elétrica Colômbia-Equador, interconexão elétrica Colômbia-Venezuela e linha de transmissão de 500 kV (Itaipu - Assunção)) e projetos futuros, tais como a usina hidrelétrica Corpus Christi, a Garabi-Panambi Binacional Hidrelétrica - Argentina-Brasil e projeto Peru-Brasil. O texto não apresenta a malha completa de projetos de interconexões, não sendo possível realizar uma análise visual e completa de toda a integração energética nas nações em questão. Ainda assim é possível ter uma noção bem ampla sobre as redes existentes e vindouras.

O estudo minucioso do artigo de algumas referências que o mesmo apresenta, permite ter uma visão macro cobre a análise da integração energética e entre as nações da América do Sul, bem como se pode analisar as possibilidades futuras para ampliação da malha de integração.

Minha contribuição ao texto seria a sugestão para uma futura pesquisa que apresentasse a evolução da integração da rede de gás natural e da malha de linhas de transmissão entre as nações. Essa evolução poderia vir acompanhada de dados relativos ao PIB e ao IDH de cada nação, relacionando integração energética a eles e tentando buscar uma relação intrínseca.

Referência

UDAETA, M.E.M.; SILVA, V.O. da; GALVÃO, L.C.R.; SOUZA, F.N. Analysis of Energy Integration and the Transboundary Superstructure in South America. Proc.: Journal of Business and Economics, 2016, Vol. 7, 1, pp. 21-43.



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